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    Nas rodas do samba


    É luz de eterno fulgor

     

     

     

    Kizomba, Festa da Raça é uma obra prima. Mas a vida de Luiz Carlos da Vida é muito mais do que isso. Uma voz inconfundível, um poeta primoroso, um repertório espetacular. Figurinha fácil nas melhores rodas de samba da cidade, com seu sorriso perene, Luiz Carlos da Vila perdeu a luta que travava desde 2002. Mas permanece no coração de todos os fãs do samba. “É luz de eterno fulgor”, como diz em seus versos no CD em homenagem a Candeia (A Luz do Vencedor - Luiz Carlos da Vila canta Candeia). Uma obra fundamental do samba onde desfia (e desencava) um repertório maravilhoso do mestre. Luiz Carlos da Vila continuará presente para sempre em todas as rodas de samba onde suas composições e interpretações serão, com certeza lembradas: O Show tem que continuar. Benza Deus!



    Escrito por Nando Paulino às 17h09
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    Bambanemérito

     

      

    Tantinho solta a voz, com Ary da Velha Guarda Show da Mangueira (de azul) ao fundo; Preto Rico e Martha, o amor é lindo; Nelson Sargento e sei fiel

    escudeiro Ronaldo Mattos no bar do Rena                                                                                                                                            Fotos: Nando Paulino

     Sambistas da Mangueira e de todo o lugar

    homenageiam Tantinho no Renascença

    O local não poderia ser mais apropriado. O Renascença Samba Clube, no Andarai, recebeu uma série de bambas da Mangueira e de outras escolas para homenagear o cantor, compositor, partideiro e historiador informal  da verde e rosa, Tantinho da Mangueira, que recebia o título de Cidadão Benemérito do Estado do Rio de Janeiro, concedido pela Alerj (Assembléia Legislativa), uma iniciativa do deputado Gilberto Palmares.

    Abrigados pela frondosa caramboleira e guardados pela força do sincretismo religioso que marca a cultura brasileira e decora lindamente as paredes do Rena, um símbolo da resistência e da integração racial na nossa cidade, os amigos a admiradores de Tantinho se uniram no que têm de mais forte em comum, o prazer de fazer festa em torno de uma roda de samba.

    O desfile de bambas tinha Nelson Sargento, Marquinhos de Oswaldo Cruz, Délcio Carvalho, Preto Rico entre tantos outros.em um clima absolutamente familiar. Cada um cantava seus sambas e homenageava Tantinho que abriu seu vozeirão até a chuva e o vento começarem a castigar

    Mas como o samba não pode parar, a roda foi transferida para o ginásio coberto do clube e a roda prosseguiu por muito tempo ainda. Tantinho, acompanhado da família, estava igual pinto no lixo. Feliz da vida e contagiava a todos. Uma justíssima homenagem ao bamba que resgatou em seu premiado CD duplo “Tantinho – Memória em Verde e Rosa” mais de 30 sambas inéditos ou praticamente esquecidos compostos no morro de Mangueira. E vem mais por aí! .



    Escrito por Nando Paulino às 07h42
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    Se vira, malandro!

    Adilson Raiz e seu pandeiro "recheado" em um sábado de sol  Foto: Nando Paulino

    Contrariando a fama de boêmio do sambista, os caras acordam cedo, pegam o buzão em algum lugar distante e desembarcam na orla para faturar algum de quiosque em quiosque cantando sambas e pagodes e passando o pandeiro para os turistas e nativos. São dezenas de grupos que se espalham pela praia de Copacabana. A rapaziada do “Camurça, Sô” não é diferente. Cantando “Amélia”, de Mário Lago, e outros sambas tradicionais, entremeados pelos pagodes ouvidos nas rodas de maior responsa da cidade, eles vão se virando. Adilson Raiz, o líder do grupo, diz que até há pouco, eles tinham uma roda fixa em Niterói toda quinta feira, mas agora estão sem nada. “Então o jeito é a gente vir pra cá. O que não pode é ficar parado”, diz ele. O grupo é eclético: “Cada um é de uma escola. Tem da Beija Flor, da Portela e Grande Rio”. Fica aqui, no nome do “Camurça, Sô”, a homenagem a toda essa galera que se vira no batuque e nos acordes do banjo pra descolar algum.



    Escrito por Nando Paulino às 17h03
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    Memória

     

    César Faria            Foto: Divulgação/Época de Ouro

     

     

    Uma lembrança de César Faria

     

    Uma ensolarada tarde de domingo, um quiosque escolhido ao acaso para curtir a dois o visual da Baia de Guanabara com uma água de coco e as atenções inteiramente voltadas para o “despertar inevitável da paixão”, parodiando em sentido reverso os versos de Paulinho da Viola, formam o pano de fundo de uma inesquecível lembrança do grande chorão César Faria.

    A hipnose de um momento mágico, o cheiro do mar trazido pela  brisa suave, fez com que o mundo, naquele instante se restringisse àquela mesa de plástico e àquela absoluta atração pelo outro. Os sentidos estavam tão voltados para tudo aquilo que foi impossível perceber o movimento crescendo em volta do quiosque.

    Os sambistas e chorões chegam, aquelas caras conhecidas se juntam, tomam uma gelada, uma branca. É a comemoração de um triplo aniversário. O alarido em volta aumenta mais e finalmente desperta-os do sonho. De uma parada à beira mar para uma água de coco para estar no centro de uma reunião de alguns dos melhores sambistas da cidade. Foi a primeira vez que a festa foi até o penetra.

    A noite caia no Aterro do Flamengo. Em uma pequena mesa, daquelas de plástico, com um guarda sol (àquela hora, aparentemente inútil), em um espaço apertado, os músicos do Conjunto Época de Ouro, capitaneados por César Faria, improvisaram uma roda de choro. Grandes bambas presentes calaram-se em volta da roda que encheu o ambiente com os sons delicados de choros e serestas.

    De repente, uma forte chuva interrompeu o churrasco e a música, obrigando César Faria e seus companheiros a guardar os instrumentos. Foi tudo mundo pra baixo do quiosque esperar o tempo estiar. E para quem era penetra, chegara o momento certo de sair de fininho e esticar para mais um chope e mais um beijo.



    Escrito por Nando Paulino às 10h54
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    Wilson Moreira

    Wilson Moreira em dois tempos: Com seu parceiro Ratinho, na Toca do Rato, e com os Inimigos do Batente no Trapiche Gamboa  Fotos: Nando Paulino

    Dose dupla

    Seu Wilson mostra a classe de bamba com o parceiro Ratinho e com os promissores Inimigos do Batente

    Nos tempos em que dei umas férias aos poucos mas fiéis leitores deste blog, por duas vezes assisti a rodas de samba com o grande Wilson Moreira. Aos 71 anos, Wilson visitou seu amigo e parceiro Ratinho para comemorar o lançamento no Brasil do CD “Peso na Balança”, um LP de 1986 que só havia sido lançado em CD no Japão, pelas mãos de Tanaka.

    A presença de seu Wilson acompanhado de sua mulher, a expansiva e sorridente Angela, na Toca do Rato, o quintal da casa de Ratinho e sua mulher Denise, deu um toque especial à ótima roda de samba com participação especial do bamba da Portela (e fundador da Mocidade de Padre Miguel).

    Em plena vitalidade, muito bem recuperado de um derrame que uniu a comunidade do samba em 1993 em um show para ajudá-lo, Wilson Moreira cantou lindamente seus maiores sucessos e os sambas que ele tira de um baú que parece interminável. Quantas vezes se ouve Wilson Moreira cantar, quantas vezes será apresentado a um lindo samba muito pouco conhecido.

    Totalmente em casa como todo mundo, Wilson cantou muito à vontade, abraçado a Ratinho e feliz da vida entre os seus em uma casa de subúrbio no bairro do Engenho de Dentro, na zona norte do Rio.

    Pouco mais de um mês depois, um bem recomendado grupo de São Paulo, os Inimigos do Batente, iria se apresentar no Trapiche. A beleza do lugar, a curiosidade com o grupo e a presença de um convidado muito especial, Wilson Moreira, me levaram à Gamboa.

    O dia do jogo da seleção,com direito a atraso, transformou a casa quase que numa reunião de amigos dos Inimigos do Batente. Entre eles, a cantora Dorina e Nézio, organizador de alguns dos melhores pagodes da cidade. Bom respaldo para a rapaziada dos Inimigos...

    E eles não decepcionam. Com um bom repertório, fugindo dos “standarts” do samba ouvidos costumeiramente pelas casas da Lapa e adjacências, mostram muita personalidade. Seu Wilson chega depois do empate sem graça contra a Colômbia e quase não tem tempo de descansar. Vai logo para o microfone.

    Mais uma vez desfia seu repertório irrepreensível e anima a noite improvisando versos com o nome dos Inimigos do Batente em uma homenagem de quem mais uma vez estava se sentindo em casa. Tanto faz se em um quintal do subúrbio ou numa casa de samba profissional.



    Escrito por Nando Paulino às 07h10
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    Portelinha

       

      A águia altaneira guarda a Portelinha, enquanto d. Edite baixa pelo "elevador" a macarronada para alimentar o corpo. Na quadra, Marquinhos de Oswaldo Cruz e as pastoras alimentam o espírito do sambista  - Fotos: Nando Paulino e Izabela Guedes

     

    O endereço do samba

    Antiga sede da Portela abre suas portas para manter vivas e renovadas suas tradições

    Estrada do Portela, 446. O endereço é nobre. Foi, durante muitos anos, até a inauguração do Portelão, em 1972, a sede do Grêmio Recretativo Escola de Samba Portela. Hoje o lugar respira sua história. Uma quadra modesta, se comparada as atuais quadras das escolas de samba _ Portelão inclusive _, a Portelinha abre suas portas para um samba comandado por Marquinhos de Oswaldo Cruz.

    Marquinhos, o criador do Pagode do Trem, no Dia Nacional do Samba, comanda a roda nas tardes do segundo sábado do mês. Este último, homenageando as Matriarcas da Velha Guarda da Portela e o Jongo da Serrinha, ligado à co-irmã Império Serrano. É samba para alimentar o espírito. Marquinhos desfia uma série de sambas portelenses de diversas gerações. Vai de Paulo da Portela a Paulinho da Viola, ainda permitindo-se cantar um belo samba de sua autoria, auto-entitulando-se “aprendiz de compositor desta escola”.

    As pastoras acompanham Marquinhos que homenageia os presentes, compositores da antiga que ajudam a criar um clima acolhedor e mágico. A águia altaneira domina o ambiente; ao seu lado, no segundo andar da quadra, d. Edite apronta a macarronada que desce para o salão por um elevador improvisado _ um tabuleiro amarrado a uma corda .

    Observando lá de cima, ao lado da águia e vislumbrando à sua frente um galhardete com a foto de Paulo Benjamin de Oliveira, o Paulo da Portela, d. Edite não resistiu aos apelos de Marquinhos de: “vem pro samba dona Edite” que, lá de cima mesmo, disse no pé que macarrão na Portela tem sotaque carioca.

    No auge da tarde-noite, Marquinhos se evolveu em uma disputa de partido alto com Vinicius da Portela. “É um menino que está sempre por aqui”, diz Marquinhos. O mote do partido acabou mudando para uma possivel paquera de Vinicius com a sobrinha de Marquinhos. Foi simplesmente um show de bom humor espirituoso dos dois versadores. Valeu a noite!

    A cerveja em lata é gelada, o macarrão de d. Edite (R$ 10) vem na hora certa para abater a fome e dar aquela “forrada” para  as cervejas geladas em lata que ainda estavam por vir. O tratamento é aquele tradicional das escolas de samba (fora dos momentos dos chamados ensaios pré-carnavalescos).  A Portelinha  e Marquinhos de Oswaldo Cruz mantêm viva a tradição do autêntico samba de terreiro.



    Escrito por Nando Paulino às 18h34
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    Velha Guarda do Império Serrano

     

     

     

    Sob a guarda da coroa verde e branca  os peticos do bar Imperial ajudam a dar o clima que une portelenses como Áurea e Cema, mangueirenses, como Genoino para assistir os bambas de Madureira como Ivan Milanez e Zé Luis em um clima de familiar congraçamento

     

     

     

    As três partes do coração do sambista

    Na quadra da escola, os bambas da verde e branco de Madureira mantêm viva a tradição de receber com elegância e amizade seus visitantes

     

    “O coração do sambista é dividido em três. Uma parte é Portela, outra é Mangueira e a outra Império Serrano. Cada um dedica um pedaço maior a uma delas, mas quer bem às outras”. A frase da portelense Hilda do Candongueiro reflete não só o espírito do sambista como explica o congraçamento que só pode acontecer no clima familiar e cordial de uma quadra de escola de samba.

    No samba da Velha Guarda do Império Serrano, na quadra da escola, isso é demonstrado na prática. Hilda e seu marido Ilton, o líder da casa de samba de Pendotiba, um quartel general portelense, dividiam a mesa com Cema, sobrinha do compositor Manacéa, e Áurea, da Velha Guarda da Portela, Tantinho e Genoíno, da Mangueira, todos recepcionados por imperianos de primeira grandeza como  Ivan Milanez e Zé Luís.

    Garbosamente vestidos com os tradicionais verde e branco da escola de Silas, Mano Décio, Beto Sem Braço, dona Ivone, Aloísio Machado e tantos, os imperianos recebem como ninguém. Gentilezas e sorrisos deixam todos à vontade para assistir Tantinho e os partideiros do Cacique, comandados por Renatinho Partideiro, passarem pelos clássicos de todas as escolas e, evidentemente, do Cacique de Ramos.

     O samba, nem precisa dizer, foi de primeira. A  escola, lutando para voltar ao Grupo Especial do desfile, nunca deixou de ser especial no coração do sambista, como tão bem filosofou Ilda. Tanto faz se quem vai ao samba _ R$ 5 para cavalheiros, damas grátis _ é um compositor bamba ou apenas um fã do samba, o tratamento é igual.

    O bolo verde e branco do aniversário do presidente Humberto Soares Carneiro, comemorado na quadra, é dividido em comunhão por todos os presentes, levado de mesa em mesa pelas elegantíssimas pastoras imperianas. Os compositores e cantores vão se revezando, os presentes sambando, cantando, conversando não vêem o tempo passar. Já é noite alta na Avenida Edgar Romero, em Madureira. Sob as bênçãos dos grandes bambas do passado, imortalizados nos camarotes da quadra, o “Menino de 47” mostra porque dele “ninguém esquece”: Porque ali, por trás daquele muro verde e sob a égide da coroa imperial a família do samba mantém vivas as suas tradições de congraçamento, amizade e alegria. E no final, as pastoras ainda vão um a um agradecer a presença de todos. O samba é que agradece.



    Escrito por Nando Paulino às 08h40
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    Samba, Luzia

     

    Serginho Meriti é acompanhado por Moacyr e o sete cordas Daniel     Foto:Nando Paulino

     

     

    Muito além do verão

    Roda de Moacyr Luz se firma como destaque de todas as estações

     

    Na esteira do sucesso do Samba do Trabalhador às segundas-feiras no Clube Renascença, o compositor e violonista Moacyr Luz lançou, no verão do ano passado, o Samba, Luzia, no clube Santa Luzia, de frente para a baía de Guanabara. Não era difícil prever que o lugar se transformaria no sucesso da estação. Chegou a ser conhecido por descolados da Zona Sul como o “samba da laje”, já que a roda fica no terraço do clube, a céu aberto, o que dá um toque a mais a uma roda composta só por gente bamba.

    A primeira roda do Samba, Luzia pode ser considerada um daqueles momentos mágicos que só a música pode proporcionar. O saxofonista Humberto Araujo era o convidado especial e, acompanhado pelos músicos da roda, fez até chover (nesse dia o samba foi no salão fechado, em razão das intempéries). Nos bastidores rolaram problemas de uma estréia e, no final, os músicos ainda tiveram que guardar e contar as bebidas.

    O esforço valeu. Depois de ser o destaque do verão, como era óbvio, o samba liderado na mesa por Moacyr Luz e na cozinha por Marcio, do Beco do Rato firmou-se como um espaço de todas as estações.

    Na temperatura amena da sexta à noite, uma rapaziada jovem da zona sul que acompanha os sambas e sabe se comportar em uma roda se junta a uma turma mais tradicional “do samba” para tomar uma cerveja gelada, comer um pastel saboroso, apreciar o visual do terraço do Santa Luzia e em especial, curtir uma roda de samba de primeira com convidados como Renato Milagres, Serginho Meriti eToninho Geraes.



    Escrito por Nando Paulino às 19h24
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    Tijolinho

     

     28/06

    Tania Malheiros no Sacrilégio

                   Tania Malheiros canta clássicos do samba na próxima quinta-feira, dia 28 de junho, às 21h, no Café Cultural Sacrilégio, Av. Mem de Sá, 81, Lapa. No repertório pérolas de Cartola e Carlos Cachaça, Nelson Cavaquinho, Guilherme de Brito e Pixinguinha. Também não podem faltar sambas de contemporâneos como Wilson Moreira e Nei Lopes, Delcio Carvalho e Dona Ivone Lara, Paulo César Pinheiro, Wilson das Neves, Xangô da Mangueira, Nelson Sargento, entre outros.  Tania estará em companhia dos músicos Francesco Pollola (violão), Cacau (cavaquinho), Rodolpho Dutra e Felipe Tauil (percussão).  Reservas: 3970-1461. Entrada: R$ 16,00. A casa abre ao público às 19h. No cardápio, uma promoção muito especial: dose dupla de chope e saborosos petiscos.

    Galocantô

    29/06 - 12h30 - LIVRARIA SARAIVA – POCKET SHOW
    Rua do Ouvidor, 98 – Centro
    ENTRADA FRANCA


    30/06 - 22h30 - TRAPICHE GAMBOA
    Rua Sacadura Cabral, 155 - Gamboa
    Tel 2516-0868
    R$ 16

     

    01/07

    Desfile da PORTELA - Pan 2007 - Aterro do Flamengo  10h
    Concentração: Em frente a R. Cruz Lima e Tucuma, próximo ao Bar Belmonte

     

    02/07

     

    Samba, Luzia. No Clube Santa Luzia, no Centro. Início às 15h. Roda comandada por Moacyr Luz ganha sua domingueira durante o Pan.

     



    Escrito por Nando Paulino às 19h03
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    Bagunça meu coreto

    Beth Carvalho é atração surpresa da roda na São Salvador                 Foto: Nando Paulino 

     

    Beth dá canja na

    Praça São Salvador

    Roda mensal comandada pelo grupo A Troça recebe a cantora em noite amena

     

    O clima é quase de cidade do interior. Mensalmente, os músicos de A Troça se reúnem no coreto da  Praça São Salvador, em Laranjeiras, para a roda de samba do bloco “Bagunça meu Coreto”. O repertório de samba de raiz faz o pessoal desfrutar o melhor de Cartola, Zé Ketti e outros bambas com a tranqüilidade de uma roda totalmente “família”.

    Os bares da praça ficam lotados, as barraquinhas fornecem pizza de forno a lenha e churrasquinho. Os ambulantes sofrem forte concorrência da organização da roda que custeia o evento com a cerveja que vende e passando um pandeiro no final dos trabalhos. As pessoas circulam, dançam, cantam, divertem-se sem qualquer stress.

    A propaganda boca a boca desta roda com pouca divulgação levou uma convidada ilustre a dividir a mesa com A Troça e dar uma concorridíssima canja. Beth Carvalho ficou sentada acompanhando o que ia sendo levado na roda.

    Até que Beth aceitou o microfone e começou sua canja com a linda composição de Wanderley Monteiro, “Água de chuva no mar”, em cuja faixa participou no primoroso primeiro CD de Wanderley hoje esgotado. Depois emendou sucessos seus, músicas do cacique e do DVD que está para lançar.

    Beth se despediu, elogiou merecidamente os músicos de A Troça e partiu, mas o samba continuou acalentando a noite de sábado da pacata Praça São Salvador.



    Escrito por Nando Paulino às 17h35
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    Pagode de Família Mangueirense

                                  

     

    Tantinho foi homenageado pelo Prêmio Tim na quadra da escola Foto:Nando Paulino     O entardecer do morro de Mangueira Foto: Izabela Guedes

     

    Mangueira homenageia

    Tantinho pelo prêmio Tim

     

    Escola recebe compositor premiado e canta sambas do baluarte Jurandir

     

    A feijoada da Mangueira na tarde de sábado teve um sabor especial. Um dia bonito permitiu que o teto retrátil do Palácio do Samba fosse aberto e o Pagode da Família Mangueirense fosse o palco de uma grande homenagem oficial a Tantinho, pela conquista do prêmio Tim de melhor cd de samba, e outra por intérpretes da escola que lembraram composições do saudoso baluarte Jurandir.

    O presidente Perci recebia a todos na quadra da Mangueira com a gentileza e dedicação sem sempre. Vez por outra, parecia lembrar o tempo em que era o titular do microfone nos ensaios e agradecia a presença de visitantes mais ilustres. Ou nem tanto. Darcy da Mangueira, veterano da ala dos compositores, foi o primeiro a homenagear Jurandir, cantando “Transformação”, um dos mais lindos sambas de quadra deste compositor de tantos sambas lindos e campeões como “O mundo encantado de Monteiro Lobato”, parceria dos dois (com Helio Turco, Batista e Luiz).

    Intervalo e o cd Tantinho –Memória em Verde e Rosa, justamente agraciado como o melhor cd de samba do ano com o Prêmio Tim, começa a dar o clima da festa. Tantinho já está na quadra com seu sorriso aberto, recebendo e retribuindo homenagens.

    O pagode, que já estava bom, com casa confortavelmente cheia, a brisa entrando pelo teto retrátil, a cerveja gelada e a quadra em excelente astral, ficou ainda melhor quando Tantinho, reconhecido pelo presidente da escola como o grande partideiro que é, tomou conta do microfone.

    Começou com “Boa noite” (Enéas Brites e Aloísio), engrenou mais algumas do cd, como “Vem rompendo o dia” (parceria do próprio Tantinho com Xangô), até que foi interrrompido para as devidas homenagens. Ganhou placa do presidente, ouviu discursos, agradeceu e logo depois recomeçou. Também participou das homenagens a Jurandir cantando sua obra-prima “Cem anos de liberdade, realidade ou ilusão”, samba-enredo de 1988 (em parceria com Helio Turco e Alvinho).

    Nesse momento, as pessoas mais chegadas a Tantinho começaram a subir no palco para cantar junto com ele. Guesinha, filha de D. Neuma Gonçalves e bisneta do fundador da Mangueira, Saturnino Gonçalves, fez questão de prestar sua homenagem, lembrando que a casa de Tantinho no morro não tinha porta e a entrada era pela sua casa.

    Logo depois, foi a vez de Tantinho homenagear a família Gonçalves cantando o samba “Neuma”, de sua autoria. Lembrou que dedicou o trabalho do cd àquela que considera sua mãe adotiva. Tantinho ainda cantou várias músicas do cd,confirmando mais uma vez ser hoje a grande voz da Mangueira e o pagode terminou apoteótico com Tantinho cercado de seus amigos cantando o partido alto “Pesca do dourado”, de autor desconhecido e que ele mesmo acrescentou os versos. Depois, teve homenagem à bateria da União da Ilha e Farofa Carioca. Mas nessa hora, este escriba já estava no bar da Sandra, do lado de fora da quadra, tomando a última e observando o clima ameno deste início de noite de sábado em Mangueira.



    Escrito por Nando Paulino às 18h31
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    Tania Malheiros

     

     

     

    Tania Malheiros comanda show com feijoada no Clan Cafe               Foto: Nando Paulino

     

     

     

    Simpatia dominical

    No Cosme Velho

     

    Passei  uma ótima tarde de domingo. O tempo frio pedia um almoço adequado e a queridíssima Tania Malheiros iria se apresentar com feijoada no Clan Café, no Cosme Velho. Juntou a fome com a vontade de ouvir o bom e velho samba de raiz. A casa estava cheia na medida certa, com todas as mesas ocupadas. Tania recebendo a todos com a gentileza de sempre.

    Os amigos vão chegando,  grupos de juntando nas mesas e o papo correndo ameno. O aroma da feijoada daqueles que pediram primeiro dá um charme ao lugar. Tania começa o show com as pérolas de seu repertório, que passa por Cartola, Nelson Cavaquinho, Xangô da Mangueira, Wilson Moreira, Pixinguinha e composições consagradas na interpretação de Clara Nunes.

    Pena que uma das perguntas que a artista gentilmente mandou do palco para este escriba, não pude responder. Se o feijão estava bom. O Clan Café não calculou a força do público de Tania e a feijoada acabou bem na minha vez. Nada que a carne seca com aipim temperada com a cortesia da casa e a interpretação cada vez melhor de Tania Malheiros não fizesse rapidamente esquecer. Tomara que venham outras em breve. Com mais feijão.



    Escrito por Nando Paulino às 20h10
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    Terreiro do Galo

     

     

    Ótima roda para terminar o domingo

     

     

    O Galocantô recebe compositores inéditos na quadra da São Clemente Foto: Nando Paulino

     

    Programinha bom para um final de domingo tranqüilo. O ótimo Galocantô recebe na simpática quadra a São Clemente na Presidente Vargas (em frente ao prédio dos Correiros) um público “família” que gosta de se divertir em uma roda de samba. É o Terreiro do Galo. O repertório vai de clássicos do samba, composições próprias e um pagode de qualidade. O ótimo nível dos músicos garante o sucesso da noite.

    Mas o melhor é o clima. A quadra da São Clemente recebe bem. É ampla, a cerveja é gelada (R$ 2,50 a lata), tem estacionamento fácil (R$ 3). Quem está lá é porque gosta de samba. Os músicos se espalham em uma roda tradicional. Mesas ao nível do chão e os músicos sentados em roda.

    Logo começam a chegar as pastoras e pastores, que cercam a mesa para cantar com os músicos. Em um dos sets, o pessoal abre para compositores pouco conheiso cantarem seus sambas inéditos. Há distribuição de letras para a platéia, que acompanha animada.

    A grande notícia da noite estava anunciada em um pequeno cartaz escrito a mão bem na porta de entrada da escola. O pagode de Nézio e Negão da Abolição, que vinha sendo realizado na quadra, volta a partir de 6 de junho para seu local de origem, o Clube Guanabara, em Botafogo.



    Escrito por Nando Paulino às 11h57
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    Prêmio Tim

     

    Ze Ketti foi o grande homenageado no Prêmio Tim 2007

     

    Reconhecimento para Tantinho

     

    Só para não deixar passar sem registro. Mais do que justo o Prêmio Tim de melhor cd de samba ganho por Tantinho da Mangueira por seu histórico trabalho para Tantinho - Memória em Verde e Rosa, um trabalho de fôlego capitaneado por Tantinho da Mangueira e lançado no ano passado em dois shows memoráveis no Teatro Rival (leia mais no tópico É Tantinho  no Prêmio Tim de 26/04).

    O melhor de tudo aconteceu depois do show (e me rôo de não ter visto isto pessoalmente). Tantinho e Zeca Pagodinho, vencedor na categoria melhor cantor de samba, saíram do formalissimo Teatro Municipal, onde foi o prêmio e comemoram em noitada no tradicional Nova Capela.

    Durante a noite, Zeca, que também concorria ao prêmio de melhor cd de samba, reconheceu que a vitória de Tantinho havia sido merecida e cantou, junto com o compositor, intérprete e partideiro mangueirense diversas músicas do CD. Para quem estava lá, um momento fantástico. Para quem não estava, como esse blog, só resta lamentar. Dos ganhadores de samba, só Marisa Monte (melhor cantora) não estava no Capela. Porque será?

     

    NdoB: A admiração e respeito deste blog por Tantinho da Mangueira pode ser medida pelo número de tópicos dedicados a ele.

     



    Escrito por Nando Paulino às 17h54
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    Qual é a boa?

    Tantinho da Mangueira     Foto: Divulgação

    Tantinho no Candongueiro

    A tradicional roda de samba do Candongueiro _ na estrada Velha de Maricá, em Pendotiba _ tem se esmerado nos seus convidados. Neste sábado, está garantida a presença de Tantinho da Mangueira. Como costuma pedir o Ivan, filho do casal Ilton e Hilda, os donos da casa: CHEGUEM CEDO!!!!

    Entre os sambas do morro de Mangueira que Tantinho costuma interpreta (muitos deles estão em Tantinho - Memória em Verde Rosa, o CD obra prima do cantor, compositor e partideiro), ele certamente brindará o público com o partido alto Candongueiro em homenagem à melhor casa de samba do Rio de Janeiro (e por conseqüência do mundo). IMPERDÍVEL!!!



    Escrito por Nando Paulino às 11h03
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